Safra de grãos deve atingir 238,2 milhões de toneladas este ano

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Audiência pública para discutir a renovação antecipada da MRS Logística deve acontecer no final de setembro. Foto: Divulgação

A “Supersafra”, como é denominada pelo setor de agronegócio, teve um aumento de 27,7% do ano passado para cá, ou seja, 51,6 milhões de toneladas, e deve finalizar o ano em 238,2 milhões de toneladas ante os 186,6 milhões alcançados em 2016.

Este número, apresentado nesta quinta-feira, 10, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), congrega as commodities de milho e soja – sendo o transporte ferroviário responsável por boa parte da movimentação e escoamento destes produtos – além de outras culturas, como o feijão e o algodão.

De acordo com a Conab, os responsáveis pela “Supersafra”, além de pequena ampliação de área em 4%, foram as condições climáticas favoráveis e o aumento da produtividade média de todas as culturas, à frente soja e milho, que tiveram alto nível de aplicação tecnológica.

A produtividade média da leguminosa subiu de 2.870 para 3.362 kg/ha e a do milho total, de 4.178 para 5.563 kg/ha. A soma de todas as culturas pode chegar a 60,7 milhões de hectares, um pouco acima dos 58,3 milhões de ha da safra 2015/2016.

No setor da soja, a produção e área permanecem próximas ao do último levantamento. O crescimento da cultura deve ser de 19,5% e chegar a 114 milhões de toneladas, com ampliação de 2% na área plantada estimada em 33,9 milhões de hectares.

Já para o milho total, a produção deve alcançar 97,2 milhões de toneladas, 46,1% acima da safra 2015/2016. A previsão é de 30,5 milhões de toneladas para a primeira safra e de 66,7 milhões para a segunda.

Segundo a Conab, esta pesquisa foi realizada no período de 23 a 29 de julho em todas as regiões produtoras, quando foram consultadas diversas instituições e informantes cadastrados em todo o país.

O setor ferroviário, por outro lado, aguarda ansiosamente a renovação antecipada dos contratos de concessão das operadoras de carga. As conversas mais avançadas estão sendo feitas com a Rumo Logística, do grupo Cosan, e deve ser a primeira privilegiada.

Conforme divulgado pela ANTT, a próxima operadora da lista é a MRS Logística. A agência deve agendar as audiências públicas para o final de setembro. Em seguida, vem as operadoras VLI Logística e a mineradora Vale.

Além da renovação, também é preciso destravar importantes projetos ferroviários, como a Ferrogrão e a FIOL, para o melhor escoamento de produção e permitir uma menor dependência dos caminhões para o transporte de commodities.